quarta-feira, 15 de março de 2017

"...é indicado para tratamento do transtorno depressivo maior (TDM, estado de profunda e persistente infelicidade ou tristeza acompanhado de uma perda completa do interesse pelas atividades diárias normais)"

Dia 0


sexta-feira, 3 de março de 2017

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Quando ela me contou tudo, eu fiquei muito aliviada
porque nunca estive louca, eu não inventei aquele sofrimento
a maneira como ele a fere foi como ele me feriu
ela é minha testemunha
mesmo tardia
e nem me serve de nada
eu sofro um pouco de novo
porque é uma confirmação que ele mudou mesmo
ele se tornou aquilo mesmo que eu vi quando sofria
não, eu não estava cega
e eu fico com lágrima nos olhos
é um misto de tristeza e alívio.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Um carro azul. A pulseira vermelha. O gato da Romy. O guaxinim de foz. O hobby de seda verde que custou bem baratinho. O travesseiro bordado. Os brincos de cereja da feira do laos. A vaquinha. As xícaras. Os vestidos de paris. Os pratos de ganso. As girafas. O ronco. A sapateira que você brigou tanto.

(um rascunho do blog de anos atrás)
Em algum momento eu parei de escrever pra mim pra escrever pros outros.
E isso nunca aliviou esta coisa aqui dentro.
Eu procurei que alguém entendesse e é pior.
Nem é culpa de ninguém.
Eu que nunca deveria ter saído daqui.



quarta-feira, 2 de novembro de 2016

"I've been a drinker and I've been sober. I saw this type of transformation in a friend after he got stopped for a DUI and quit. For myself, it didn't happen. I stopped drinking and didn't look any different but more important, I didn't FEEL any better. I didn't feel any difference. 'Everything in moderation' is a good rule to live by. But there is an innate need in humans to seek a higher state. Alcohol or drugs give a taste. It's my belief that we enter that state when we die."


hey, Daniel Law , I get you. I am just like you.


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

"Hoje foi dia de arrumação e levando os livros de um lugar pra outro, encontrei este livro com este recadinho dentro.
Tanto tempo e ainda me dá aquele aperto no coração e lágrima no olho.
Guardei aqui (desta vez super perto de mim) pra ninguém ver.
Sim. Te amo. Meu menino. Meu E."

Aí mandei a foto de um livro do Bukowski e de uma carta que ele me mandou em 2011, de Vancouver.

domingo, 2 de outubro de 2016

Ei, estou aqui de novo. Com o rosto dormente de vinho.
E um chorinho por saber que estou viva e que isso aqui tá vivo.
Uma bobagem que sinto: o som do ventilador e o gosto ardido na boca.
Este meu respiro com cheiro bom de cebola e cheiro ruim de sardinha é a coisa mais linda do mundo. Porque cozinhar pros meus entes é a coisa mais viva do mundo.
Dá vontade de alimentar todos ao mesmo tempo  e ao mesmo tempo de consumir todos,
Dá pra voltar pra esta terra, de onde vim. Comer carne, fruta e terra.
Desaparecer, amor.
E nem precisa de adeus. Eu sou parte disso tudo, você deveria estar acostumado.
Eu já estou.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Eu, preocupada com a pele que do jeito que sou, tenho vontade de perguntar pro meu dermatologista: depois de quanto tempo pode chorar depois de passar o creme noturno?


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Por um momento eu voltei a ver quem ele era... ou foi. Nem importa, estava ali de novo.
E fiquei muito aliviada, porque me deu certeza que eu sinto falta são das memórias somente e não dele.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Sabe a coisa mais linda do mundo e mais triste do mundo?
Eu estava chorando por causa do postsecret, ele acordou, me viu e
ficou preocupado porque achou que eu poderia estar chorando por causa dele.
Por causa de algo errado que ele tenha feito.

É lindo porque ele acha que pode curar minha dor e se importa.
É triste ao mesmo tempo porque ele não faz a menor ideia.
E acho que nem eu.


sábado, 6 de junho de 2015

The (sad) truth is: I don't think I want to be here anymore.
And I don't know where I want to be.

sábado, 2 de maio de 2015

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Eu não consigo deixar de arrancar a casca dessa ferida.
Sangra sempre e eu estou tão exausta.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Mais uma nova fase se inicia.
Iesb acabou, baby!
Amém!
Como nos velhos tempos.
Tomando vinho, chorando que só com o Rupaul's drag race - season 4 e achando a vida massa.
Tudo que me dói ainda está aqui e dói bem menos. Sim, tem uma lagriminha escondida. Nunca me deixou, a danada.
Fico feliz, porque afinal, chorar um pouco de vez em quando deixa tudo mais bonito.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

"I was disappointed and got weak, and life became bigger than me."

domingo, 20 de abril de 2014

É sempre uma expectativa ver as fotos daqueles que foram nossos amigos e que agora são só seus.

sábado, 19 de abril de 2014

Eu não quero ligar. Eu não quero ligar se a planta está no meio do jardim ou encostada na grade. Nem sei porque eu tive esta discussão. Foi tão perfeito ir com enteada 1 pra floricultura, que nem quero ligar pra o que vem depois. É pro meu jardim. É pro meu jardim.  E apesar de este ser meu primeiro jardim, eu não sinto que este aqui é meu. Eu nem nunca tive uma casa, minha, depois de adulta, assim, com jardim. Mas, se dizem que é meu, faço questão de colocar aquela planta onde eu quero. No meio do jardim, em vez de ser na beira da grade.
Aliás, é uma planta igual a da casa da Dona Jediene. Lembra? Aquela senhorinha da igreja, que quando a gente era pequeno, ela proibia a gente de chegar perto da planta porque ela era tão delicada que a gente poderia destruí-la. Pois é, hoje tinha uma muda lá na floricultura olhando pra mim, com cara de "agora você pode me destruir, porque você é adulta".
Uma adultice que eu ainda nem desceu, sabe? Hoje precisei autorizar a minha enteada 2 a ir pro cinema. Eu precisei falar com a avó da amiguinha, que me tratou como uma pessoa super-responsável. E eu nem sabia como agir. Fiquei meio estática, com cara de que "como assim, alguém está pedindo minha autorização pra alguma coisa?". Eu deixei. Porque este era meu poder naquela hora.
Sobre a planta da dona jediene - que aliás, deve estar morta (não a planta, a dona jediene), porque, tipo, na época, ela devia ter 60 anos - a planta me fez fazer todo um drama sobre minha casa, meu jardim e meu lugar aqui. Aqui neste mundo (também). Porque a gente sempre precisa de um pretexto.
Mas a planta, enfim, agora está onde eu quero, que é, na altura do campeonato, no meio do nada, pois o jardim ainda está kind of meio deserto. E se a plantinha morrer, meu caro. vai ser meu erro. Sim, ela vai morrer na minha casa. Deixe eu chorar pelas tentativas erradas "na minha casa", mesmo sabendo que isso tudo aqui parece passageiro. (Eu sei, blá, blá, blá, whiskas sachê, mas o blog é meu e deixe eu ser dramática como de costume. Tem uma garrafa de vinho aqui as always, porque apesar de não sentir como minha casa, pelo menos posso  beber em paz, o que é um grande passo).
Sim, eu tenho o homem dos meus sonhos morando aqui; sim, as enteadas 1 e 2 parecem gostar bastante de mim; a Dora (a empregada que odeia todo mundo) parece gostar de mim também; o irmão dele pseudo-intelectual-que-não-gosta-de-ninguém me abraça toda vez que me vê. Tem os vinhos, os risotos, as velas, os cafés da manhã e a rede. Eu sei que é tudo que eu pedi a deus. Este deus pra quem você reza e nunca te atendeu. Sim, ele me atendeu. E me deu uma vida que o L. me disse que eu não merecia e eu acreditei. E eu odiei deus nesta época. Porque eu sabia que eu era uma boa pessoa e que merecia ser feliz. Mas apesar de no fundo eu não acreditar muito nisso, eu meio que me convenci que não merecia mesmo e deixei isso quieto, porque eu não queria dar muito trabalho pra deus, sabe? Tipo, convencer Ele de que eu merecia isso ou aquilo. Aí, mesmo eu odiando deus, a felicidade caiu em cima de mim assim. Tum!
Então, eu tenho as coisas mais perfeitas do mundo. Eu tenho a planta da dona jediene no lugar que eu queria.  E tenho ele. Ele. Ele. Eu tenho a vida mais perfeita do mundo.
Mesmo assim, apesar dele e de tudo (e de tudo que ele tenta - desculpe, baby), não me sinto dormindo no meu travesseiro; lavando os meus pratos; me sentindo normal abrindo a porta de uma geladeira que tem um bebedouro que até hoje não sei como usar a função "sair gelo prontinho pro seu drink" e usando aquela máquina de lavar pratos, com quem nem sequer tenho intimidade, e que é tão esnobe que tem cara de quem me desafia.
Não, não. A culpa não é dele, certamente. Nem das enteadas e nem dos eletrodomésticos.
A culpa é dessa coisa que me consome.
Tem 1 ano e eu juro que estou tentando me sentir em casa.
E é só esta espera.

sábado, 5 de abril de 2014

"Eu estou me esquecendo dele. Não da existência dele nem do rosto, mas estou me esquecendo dele. Me lembro da voz e de coisas que ele disse, e da risada. Mas não consigo mais imaginar coisas que ele diria ou do que ele daria gargalhada. Isso é esquecer alguém.

Eu não vou nunca saber explicar o que a gente teve e do que eu tive que fugir, sair correndo, porque nunca ia conseguir terminar de outro jeito. Se eu nunca soube explicar o que era, já nem consigo nos imaginar juntos. Eu não lembro direito o que a gente fazia juntos. Assistia tv? O que a gente conversava durante o jantar? Eu não me lembro, por mais que me esforce. Mas eu não me esforço muito. Isso é esquecer alguém.

A tela está na sala da minha casa nova. A tela que ele me deu, que eu escolhi. Na sala da minha casa nova, eu levei pra lá depois de um longo castigo em que ela ficou virada para a parede no meu quarto na casa dos meus pais. Levei para a minha casa nova e coloquei na sala, em cima do móvel amarelo, ao lado do pôster de zebra. Isso é esquecer alguém."


Daqui: tantos clichês  


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014



Ainda existe aquele incomodo. Eu vi nos seus olhos.
No meio daquele silêncio constrangedor, queria muito perguntar se tava tudo bem. Acabei perguntando pela gatinha, vi umas fotos dela e percebi que você pintou as paredes de cores diferentes, tem uma toalha de mesa nova. Mas não vi muito além do que eu podia. E talvez do que conseguiria, enfim.

sábado, 23 de novembro de 2013

Fazia tempo e foi num momento completamente inapropriado.
Chorei em frente ao rapaz do cartório.
Eu não consegui, sabe?
Era uma quinta-feira, eu tinha que voltar pro trabalho, nem podia sentar e terminar de chorar.
Pra terminar isso, que nem sei quando vai terminar. Ou se vai.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

É como uma mandala. Constrói, destrói. Recomeça. Sem choro. Sem mágoa.

sábado, 16 de novembro de 2013

3 coisas novas na mesma semana:

1. fazer petit gateau e dar muito certo
2. ter uma árvore de natal na sala
3. ser chamada de madrasta

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

segunda-feira, 28 de outubro de 2013


Eu tinha medo que eu não conseguisse mais chorar.
E hoje quando veio aquela sensação tão familiar, senti que eu ainda era a mesma.
Eu ainda consigo pensar em fugir.
Esta sensação de que não pertenço em nenhum lugar - apesar de aqui ser o melhor lugar do mundo - está aqui, está em mim.
E apesar de parecer estranho, isso me fez sentir um imenso conforto.



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

“The only thing I know is this: I am full of wounds and still standing on my feet.”

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Eu só quis um intervalo de mim mesma.
Não me julgue, eu quero a felicidade tanto quanto você.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Tinha esta sensação de que poderia me arrepender de ter ido embora. E esta sensação me acompanhava desde aquele dia.
Aí sonhei que eu voltava. Eu sonhei que a gente morava junto e ele me dizia, na porta do quarto, que estava indo encontrá-la. E ele olhava pro relógio dizendo para não esperá-lo. Eu sentia aquela angústia toda de novo.
Eu acordei sorrindo e tendo certeza que estou no lugar certo já faz tempo.
Aquela angústia, pelo menos aquela, não me encontra mais.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

domingo, 22 de setembro de 2013

Sabe este silêncio, meu bem? Este silêncio que você me entrega como um tapa?
Tô tão acostumada com ele já faz tantos anos, que nem me lembro quando começou...
A sua crueldade, baby, é a minha casa.


Quando nos encontramos e eu contei que eu estava indo embora porque ele pediu, ela disse que estava perdendo sua outra filhinha.
Foi uma das coisas mais comoventes que alguém já me disse.


domingo, 25 de agosto de 2013

I can't. There are people in the house now. I am not supposed to freak out. I have a family and I have to act normal. Normal.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

domingo, 28 de julho de 2013

Está perfeito demais.
E eu tenho medo que ele morra, que nem E.
Apareceu um sinalzinho preocupante, que me faz imaginar coisas tão horríveis.
Mais do que viagens de avião, meu bem.
E eu peço a todos os deuses que o protejam em troco de minha fé comprada.
(eu já fiz a flor, baby, continue ao meu lado)
Eu dou tudo: manaira, joão pessoa, a companhia de minha querida mãe e coisas que eu nem imagino que tenho, pra tê-lo pro resto da vida.
Agora que eu desisti de morrer, não me pregue esta peça.
Não agora, não com ele.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Ainda acho que não pertenço. Sinto que nunca vou encontrar o lugar.
E não é culpa dele. Nunca foi culpa de ninguém.
O vazio é um estado permanente.

domingo, 16 de junho de 2013

I'm glad I didn't kill myself.
Life is good again.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ele lá no plantão e eu bebendo vinho:

"Me dá a impressão que eu sempre pertenci ao teu lado.

(sem sono e apaixonadíssima)"

Queria ter te dado adeus. Queria ter te abraçado e desejado o melhor, queria que você tivesse desejado que eu fosse feliz. Queria visitar a gatinha, a sala verde e sua atual mulher, com uma ternura de velhos amigos. Queria tomar chá feito por você daquela maneira bem metódica que só você sabia fazer e te ouvir contar das tuas viagens pra Europa, dos conhaques e toda aquelas bobagens que te fazia parecer besta que só. Eu queria poder ter este tempo contigo, ver você dominar toda a conversa de um piquenique no jardim botânico, morrer de rir com o fernando e te olhar com amor, porque eu sei que tem amor aqui dentro em algum lugar. Apesar daquilo tudo, sobrou amor sim. Eu espero que um dia destes você sinta que sobrou algum amor em você também.
Eu queria ficar uns minutinhos na janela da mesa de café da manhã, vendo aquele verde, dizendo "só um instantinho, eu preciso lembrar".
Eu não preciso esquecer, eu preciso lembrar.

terça-feira, 4 de junho de 2013


Eu fui lá e casei. Com medo mesmo.


sábado, 25 de maio de 2013

"Você acorda, abre os olhos e vê que tá se arrastando. Você acordou no meio de uma poça de tristeza. É claro que você acordou numa poça de tristeza, descuidando dos exercícios, meditando nunca e fingindo que não precisa respirar pelo diafragma. Você acordou no meio de uma poça de tristeza e a culpa é toda sua. Ainda que não fosse ou que não seja, você acordou no meio de uma poça de tristeza e vai ter que lidar com isso. Não tem ninguém que possa consertar isso pra você, nem adianta pedir.

Você se arrasta até o banheiro, toma um banho e leva quatro minutos pra vestir cada peça de roupa, parando no meio do processo pra descansar. Você decide que hoje não tem como faltar à academia e vai lá dar uma corridinha de 20 minutos pra ver se melhora. Você põe o seu short, o seu tênis, a sua camiseta de caveira e vai correr.

Você sobe na esteira, você anda cinco minutos, você corre 90 segundos. Você anda 90 segundos. Você corre 3 minutos. Você anda 3 minutos e você chora. Em cima da esteira.

Você para um pouquinho, respira um pouquinho e começa tudo de novo."

Estou aqui, vim pra cá rápido demais e a culpa foi toda sua.
Estou vendo minha vida mudar como se um furacão tivesse passado, mas foi só um sopro.
Aquela mão que te empurra, tão suavemente, pra onde você sempre quis ir, mas morria de medo. A mão foi a sua.
Ainda morro de medo e nem sei quando isso vai passar.
E apesar de minhas roupas, maquiagens, as coisas da casa velha estarem todas amontoadas e o vinho estar quente, isso é a perfeição.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ele me faz sentir a pessoa mais feliz e importante do mundo. Eu vejo amor nos olhos dele. Ao mesmo tempo, ter visto um amor acabar nos olhos de outro, o que eu achava impossível, não daquele jeito, me faz pensar que este pode acabar a qualquer momento. E eu sei que eu iria sofrer tanto, mas tanto... que me dá vontade de chorar já agora pra ir adiantando. Sou pessimista. Mas no fundo acho que os pessimistas não se protegem sendo pessimistas. Eles sofrem do mesmo jeito. Eu pelo menos sofro toda vez que um amor acaba, como se fosse o fim do mundo. Eu não sei como não me matei até hoje de tanto que dói sofrer de amor. Aí ele chegou e começou tudo de novo. Eu acredito no amor de novo. E que o amor está nestas coisinhas do cotidiano. Quando ele diz que eu posso dormir mais uns minutos porque ele vai fazer o café da manhã, é amor; quando ele vai me pegar na faculdade, é amor, apesar de ele dizer que é machismo; quando ele me traz uma cerveja quando chego do trabalho, é amor; e que quando ele me abraça de noite e me chama de sua mulher também é amor. E eu tenho vontade de chorar toda vez, porque eu tenho medo de perder estas coisinhas. Porque eu não sei que cola é essa que junta os casais felizes, parece que eu tô esperando essa cola vencer a qualquer momento, como quando a gente põe um gancho adesivo na parede da cozinha pra pendurar um pano de prato e um dia - ploft - gancho e pano estão no chão e você pensa que no que você fez de errado, já que seguiu todas as instruções. Eu tenho medo que minha cola não cole mais e eu vá cair - ploft! - de cara no chão, querendo morrer de novo. Eu tenho este medo que eu sei que é o que me faz não me jogar, apesar de que, de fora, parece estar tudo lindo. Por dentro, eu já sinto saudades.

quinta-feira, 2 de maio de 2013